quinta-feira, 20 de janeiro de 2011



Ei moço, como vai a vida?
Há muitos dias estou ensaiando pra lhe escrever. Fico pensando na melhor maneira para dizer o que se tem passado comigo nos últimos dias. Sumi. Precisei de tempo para pensar. Refletir. O trabalho, a faculdade, meu futuro. Muita coisa aconteceu comigo. E eu fiquei sem saber o que fazer. O destino colocou você na minha vida. Ouvir sua voz. Trocar ideias no fim de noite. E ouvir: durma bem, no final do papo. Só desejo isso.

O entusiasmo para conhecê-lo. Tocá-lo. Sentir seu cheiro. Olhar dentro dos seus olhos. Fiquei surpreso. Encantado com tanta doçura e verdade. Confesso que você me surpreendeu ao vivo. Você era mais enigmático do eu pensava. E é um homem real. Depois de nossa primeira noite juntos, meu desejo era passar ótimos dias ao seu lado. Tomar cerveja, ir ao teatro, conversar olhando para o céu. Fiquei empolgado. E acho que cometi alguns erros. Quero te ligar todos os dias. Mandar mensagens no meio da tarde. Ouvir sua voz. Seu carinho, seu jeito meigo de dizer... “curti”.

E mais ainda, não paro de lembrar de suas palavras e observações ao dizer minhas particularidades – sobre meu pé e meu sorriso. Incrível a sua sensibilidade. E isso me tocou. Quão charmoso você é. Determinado. Independente. Guerreiro. E não paro de pensar como eu quero ter alguém assim do meu lado. Amigo, companheiro, amante, namorado.

Bê, não sei fazer certas coisas. Falar, insistir. Dança do acasalamento. Dou de mim, o meu melhor. Sabe porque? Porque o que eu posso oferecer é aquilo que me sobra. E o que eu espero de alguém, é que este alguém me dê algo que me falta. Desde sexta, quando nos ouvimos pela última vez, eu não deixo de pensar em você. Será que eu ligo? Mando uma mensagem? Escrevo um depoimento? Minhas dúvidas me impedem de ter coragem. Não me comporto como um sujeito pegajoso. Isso incomoda. E o que menos quero é ser assim. Tenho mais a oferecer do que atitudes assim.

Semana passada, fui num aniversário no Andaluz. Na esperança de encontrá-lo lá. Cada rosto que eu via, tinha o seu sorriso. Porém, você não estava. Quase te liguei às duas da manhã, para dizer boa noite. Sonhe muito. Mandei esta mensagem por pensamento, mas o que eu mais queria era estar no seu aconchego. Mesmo parecendo ser um cara durão, eu preciso de colo. Assim como também sei que muitas vezes, você precisa de um ombro. De uma conversa. De um carinho. É isso que posso ser. Simples. Apaixonado pela vida e pelas pessoas que me cercam. Fico perguntando, porque você apareceu? Quem é o você? O que o destino quer me dizer? Só sei que bate uma saudade. Do bom papo dos dias em que nos conhecemos. De deitar ao seu lado. De conhecer o seu beijo. E de saber, como está você...