domingo, 24 de abril de 2011

VOLTE! SEMPRE...


Ao som da nossa trilha sonora, você só me pediu: Me dá um abraço? Apertado, fiquei ao seu ouvido dizendo palavras de incentivo e de encorajamento. Na verdade, eu gostaria de colocar em prática o que recomendo para os outros. Meço o verbo contigo. Não sou sincero nas minhas considerações nem com meus gestos, apesar deles dizerem o que sinto, o que penso, o que desejo.

Na sua escondida inocência, sei que lá no fundo, sou usado. E mesmo sendo contraditório este comportamento, saiba que eu gosto de curtir esta paixão platônica. Estar do seu lado enche meu coração de vida. Ele pulsa involuntariamente por você. No ritmo intenso de Shakira, seu coração parecia explodir quando estávamos enroscados na janela do bar. Queria que a pulsação fosse pra mim.

Infelizmente você não entende meu vocabulário. Meu dicionário discursa outras letras e versões dos significados. Seria simplório dizer que você é uma fênix, mas está sempre ressurgindo de um mundo desconhecido para mim. Suas palavras e gestos sutis, mãos alisando meu cotovelo, fazendo da fina pele um brinquedo de sua carência. E alimentando a minha falta de você.

Pode retornar sempre. Me vigiar. Me procurar na sua solidão, porque você afasta a minha. Sou passional mesmo. Gosto de estar ao seu lado admirando sua boca. Ah, como eu a desejo depois de e durante um longo abraço. Ali, iríamos começar incontáveis histórias desta louca e estranha paixão.  

Já é outro dia. Quem sabe um recomeço mais promissor depois deste previsível encontro? Fica a seu critério, o dia, a hora, o local. Mas lhe quero a alma. O corpo vem como conseqüência. E os pensamentos, ainda serão somente pra mim. 

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