terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Fica sempre um pouco de perfume
Se existisse exame de corpo delito após uma noite de amor, você seria enquadrado e preso. Prisão perpétua. No meu coração. Suas digitais estão gravadas pelo meu corpo. Espalhadas por todos os cantinhos, dobrinhas, pela pele. Agora não tem jeito, sua marca está registrada. Deixou fios de cabelo, seu cheiro está impregnado, o gosto de sua saliva ainda está na minha boca. Cada detalhe do seu DNA está identificado pelos caminhos que percorreu com a língua, com os dedos, com seu sorriso. Deliciosos beijos. Apaixonados quando me contemplavam vestido, seminu, pelado. Intensos quando seus olhos estavam cerrados.
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